As novas gerações de players

profissionais para DJs

Que fabricante tem os melhores produtos?

Qual a melhor marca?

Que equipamento tem o melhor preço?

Como escolher o que comprar?

De quem serão os melhores lançamentos?

Quais serão os próximos líderes do mercado em tecnologia e qualidade?

 A guerra tecnológica influencia diretamente na técnica dos profissionais, por isso, deve-se conhecer os principais produtos de mercado. Neste conjunto de matérias que se completam, além de conhecer um pouco mais de alguns dos principais equipamentos, poderá também saber a posição no ranking de alguns dos mais importantes fabricantes, e outras informações, que facilitarão na hora de decidir qual equipamento é o melhor, e o que se encaixa às suas necessidades técnicas e financeiras, levando em conta todos os prós e contras. Testamos e analisamos em nosso laboratório ( estúdio ) e falaremos dos resultados obtidos de alguns dos principais modelos profissionais de diferentes marcas, que trabalham com áudio compactado ( MP3 ), possuem excelente qualidade de reprodução, diversos recursos e tecnologias interessantes e revolucionárias, que simulam o modo tradicional de tocar usando o vinil. Algum deles pode vir a se transformar padrão no mercado durante alguns anos. Atualmente entre os principais fabricantes estão Pioneer, Denon, Numark, Technics e comparando custo X tecnologia, a Denon e a Numark sobressairão apresentando equipamentos muito interessantes e baratos ( comparados aos demais fabricantes ). Outras apresentarão equipamentos caros e que pelo preço, deveria ser muito melhor. Para não ser injusto nas críticas, em nossos estudos procuramos sempre usar lógica, bom senso e ser imparcial.

 

Classificação Básica dos CDs / MP3 Players profissionais

categorias / pesos

Muitas vezes gosto de iniciar meus textos fazendo analogias para facilitar a compreensão. Neste caso, nem as farei muito, pois se observar, em diversos aspectos como sensibilidade, estratégia comercial e outros, os equipamentos dos DJs tem muito em comum com vários outros produtos tecnológicos, como os automóveis, por exemplo. A todo o momento são lançados novos modelos com novas tecnologias por diversos fabricantes em uma batalha para se tornar o padrão de mercado tanto na categoria dos tops ( em recursos e tecnologia ) quanto nos básicos, ou melhor dizendo, nos ditos, populares. A marca que hoje se sobressai pode errar em sua estratégia ou simplesmente relaxar, e uma outra que se dedicou e se preparou pode vir e ultrapassá-la, tornando-se o novo padrão de mercado em uma ou mais categorias. Isso acontece em todo tipo de mercado. Depende da dedicação de cada um. Em muitos casos, mais de uma empresa pode manter uma disputa acirrada pela liderança por muito tempo. Em outros casos, uma única empresa pode disparar na frente e se manter por anos como líder isolada. É praticamente um monopólio natural. Outro fato comum é o de uma empresa se tornar líder em apenas uma categoria não tendo interesse em outras. Como os automóveis, os equipamentos para DJs possuem várias categorias: os tops (“pesos” pesado), que são mais caros por serem mais avançados com recurso inovadores; os entry-levels  (“peso” médio), normalmente contém recursos que já foram dos tops um dia ou até mesmo o próprio modelo já foi top e passou para esta categoria, com preços mais accessíveis, dando lugar a novos modelos mais avançados; e por fim as básicas (“pesos”  leves) com o essencial em recursos e efeitos, preços mais em conta para profissionais que não precisam de tantos recursos e efeitos. Estas categorias podem ser de marcas mais caras ou mais econômicas. Alguns modelos se tornam padrões no mercado durante alguns anos em sua categoria, ou até mesmo padrão geral devido à relação custo X benefício proporcionado. Algumas marcas concorrem para se tornar padrão de mercado em apenas uma ou duas categorias, já outras concorrem nas 3. A classificação deve ser feita dentro de cada marca e quanto ao mercado geral, pois o modelo top de uma marca pode não ser o top do mercado, e em muitos casos, o top de uma marca não concorre nem mesmo com modelos de médio porte (entry-level) de uma outra. Situação comum e inversa a anterior, e que às vezes um modelo feito para concorrer em uma categoria menor recebe tantos recursos e dedicação do fabricante que chega a superar modelos do mercado criados para concorrer em categorias maiores.

 

Atualidades de alguns fabricantes tops

A Technics (divisão da Panasonic), apesar da demora para entrar na briga da era digital dos players profissionais para DJs, enfim colocou um player muito interessante no mercado. Infelizmente cometeu alguns erros técnicos, provavelmente por falta de um estudo mais detalhado do mercado e pela pressa em lançar seu produto ainda inacabado e entrar na briga. Este erro pode ser prejudicial quanto a credibilidade da empresa que dominou o mercado dos toca-discos profissionais para DJs durante muitos anos, e que aliás, foi quem mais contribuiu para o surgimento e evolução dos DJs. Nos últimos anos por ter dispensado pouca atenção aos DJs, outras empresas a superaram, lançando toca-discos muito superiores em torque e recursos. Uma briga que durou pouco tempo, pois os novos lançamentos forçarão mais ainda o fim do vinil.

 

A Numark, uma empresa que nos anos 90 tinha renome devido aos seus mixers, que concorria em liderança com a Gemini, ficou apagada durante alguns anos devido a e entrada de peso de vários outros fabricantes que apostaram em mixers. Recentemente surgiu reestruturada, e nos últimos anos surpreendeu o mercado com diversos lançamentos interessantes, inovadores e pioneiros. Entre eles estão o DVD01 (DVD player duplo), HDCD1 (player de MP3 com HD / disco rígido interno), CDX (MP3 player que simula os toca-discos/turntables) e mixers com recursos de USB entre outros. Esperamos que tenha investido tanto em qualidade quanto em recursos. Se continuar evoluindo tecnologicamente, buscando preço e qualidade, ela entrará definitivamente para o grupo das gigantes com grandes possibilidades de ultrapassá-las, tornando-se líder e padrão de mercado, até que os demais fabricantes acordem e resolvam contra atacar.

 

A Denon, pouco conhecida pelos iniciantes (pelo menos no Brasil), sempre disputou entre as primeiras quanto a recursos e qualidade, sendo concorrente direta da Pioneer em equipamentos para DJs durante muitos anos. Recentemente lançou modelos que permitem sua permanência na briga entre as melhores do mercado também com grandes possibilidades de se tornar líder em pelo menos uma categoria.

 

A Pioneer é a única empresa que após dominar grande parte do mercado dos players digitais por vários anos, com equipamentos inovadores e de alta qualidade, infelizmente vem decepcionando, se levar em consideração seus últimos lançamentos e os preços salgados, com os das concorrentes. A Pioneer infelizmente ficou de fora devido a falta de um MP3 player profissional para DJs que tivesse bons recursos e efeitos, e permitisse concorrer com as demais na categoria “peso” pesado ou médio. A Pionner foi uma das primeiras a lançar um MP3 player, na época inovador, com recursos muito interessantes, o DMP555, mas que devido a provável erros de estratégias comerciais, publicitárias e principalmente seu preço, não decolou. Se tivesse colocado a possibilidade de se trabalhar com MP3 na CDJ 1000 MKII, com certeza, estaria na briga do padrão de mercado dos MP3 players profissionais. Ela não apostou completamente no áudio compactado (MP3) e agora deverá correr contra o tempo para resgatar uma boa posição entre as melhores, tanto na categoria leve quanto na pesada, onde foi líder por muito tempo.

 

 

 SL-DZ1200

( Testada em nosso estúdio / laboratório )

Apesar de bonita e da evolução, esta primeira edição da DZ1200 possui muitos contras, principalmente quando comparada a modelos de MP3 players profissionais da Numark e da Denon. Entre os contras estão o "prato" e potenciômetro de velocidade ( "Pitch" / "Tempo" ) muito leves, de desconfortável manuseio e propício a acidentes. Torque do motor fraco em comparação com o  o de alguns toca-discos convencionais.  A aplicação de efeitos ao vivo também é muito desconfortável por ser de acesso complexo. É também muito limitada quanto a formatos de áudio compactado (MP3), recusando-se a ler muitos arquivos e apresentando mensagem de erro (em nossas análises foram usadas mídias de alta qualidade e novas, gravadas exclusivamente para os testes). Tendo em vista a quantidade de música armazenada em um CD no formato MP3, a navegação entre as músicas é lenta e desconfortável. O display é muito bonito, mas quando se trabalha com MP3 não apresenta muitas informações indispensáveis, como a barra de progresso da música (posicionamento),  de extrema importância para maioria dos profissionais. Não apresentou problemas de leitura nem de reprodução no áudio CDA (CD normal).   De todos os equipamentos testados até o momento, é o que possui o pior Key Lock / Master Tempo (filtro de correção de tons/Pitch ). Quando o filtro está ligado distorce completamente as freqüências sonoras mais graves, tanto em áudio compactado (mp3) quanto no não compactado CDA (áudio no formato CD). Com o Keylock / Master Tempo desligado não apresentou problemas no áudio.   O pad de sample não tem controle de velocidade, o que limita muito sua utilização. A memória SD Card é um recurso interessante, mas para usar é necessário comprar um kit da Technics que converte mp3 em outro formato, e os samplers, apesar de ter outra extensão, nada mais são que Wav (áudio não compactado), o que acaba tornando seu uso inviável.   Um recurso interessante hoje presente em muitos equipamentos eletrônicos que faltou na DZ1200 é a possibilidade se resolver problemas como o do key lock e muitos outros, através de atualização do firmware (sistema operacional/software do equipamento) como acontece com alguns modelos da Numark e Denon. A Technics ainda não se manifestou. Pelo menos em sua página na internet nem oferece suporte do mesmo até o momento.   Prometeu muito, mas na prática deixou esta edição da DZ1200 muito a desejar, e tecnicamente falando, é muito cara devido à quantidade de contras apresentados na análise em seus recursos que deveriam revolucionar a forma de mixar. São vários os prós, mas ofuscados pelos erros e complexidades encontrados em cada um deles já citados acima.  Entre os prós estão: recursos como pad de samples e cues, memória SD Card para armazenamento de informações e samples, design inovador e bonito (sem muita importância técnica ou prática), tamanho, manual detalhado e bem ilustrado, e por fim, uma das que merece parabéns é a possibilidade de adquirir se não todos, quase todos os componentes, de um simples parafuso até o potenciômetro e leitor óptico no site. Exemplo que deveria ser seguido por todos os fabricantes.

 Considerações finais (pessoais):

Aparentemente, a Technics criou um equipamento usando como base somente técnicas dos DJs turntablists, não valorizando recursos indispensáveis a outras categorias/especialidades de DJs, que são a grande maioria. Para criar um produto que atinja a maioria no mercado, deve-se consultar e pesquisar diferentes categorias de profissionais. Se tiver aprendido com os erros, poderá na próxima edição atingir um número maior de profissionais. De qualquer forma foi uma grande evolução do analógico para o digital. Alguns ajustes e melhoramentos podem realmente levá-la a disputa para tornar o padrão das top de mercado.

 

Analise técnica interna básica

 

 

O acabamento interno da SL DZ1200 é impecável. Componentes de excelente qualidade, bem distribuídos e bem posicionados, assim como seu design externo, realmente impressiona. A troca do potenciômetro do “pitch” / controle velocidade  é muito mais fácil que na CDX e a troca do leitor óptico (unidade óptica)  é um pouco mais complicado em comparação com a concorrente, porém, não é muito difícil. Infelizmente o leitor óptico da DZ1200 ainda não é tão comum, e portanto, não é tão fácil de ser encontrado a venda como o da CDX.

No interior, na parte eletrônica, é de fácil manutenção preventiva, já na parte mecânica, região do motor é um pouco mais difícil, o que dificulta a manutenção preventiva e/ou corretiva, mas nada muito complicado para técnicos experientes. Na parte interna do prato, onde fica o sensor de movimento, alguns componentes plásticos, devido ao atrito entre eles e partes de metal,   se desgastam liberando um pó branco que se soma a poeira que entra por pequenas fissuras entre o chassis e o prato e se deposita na base do mesmo, próximo a vários outros componentes eletrônicos e mecânicos. Parte do pó cai diretamente em uma fina e delicada membrana que faz parte do mecanismo de leitura de movimento do prato (sensor óptico). Apesar da Technics / Panasonic ter tido o cuidado de colocar um sistema de limpeza na membrana para evitar que interfira detecção do movimento, com o tempo o volume de pó poderá comprometer a confiabilidade e / ou até a vida útil de alguns componentes. Retirando o painel superior (display) é possível limpar alguns componentes mas é muito arriscado para pessoas não muito habilidosas e que não tenham intimidade com a parte interna de equipamentos eletromecânicos, pois qualquer acidente pode danificar componentes vitais e difíceis de serem encontrados a venda. A membrana que passa pelo sensor óptico aparentemente é o componente mais frágil quanto ao manuseio técnico, se não tiver muito cuidado pode ser danificada facilmente. Profissionais de manutenção que forem abrir a parte do motor onde fica esta membrana, devem abrir vagarosamente, com cuidado e prestando muita atenção. Para minimizar um pouco o problema de manutenção interna, de forma preventiva, o usuário deve tomar muito cuidado com a poeira que entra pelas fissuras do equipamento e que poderá agravar o problema por se somar ao pó liberado pelo atrito e aumentar significativamente, ainda mais, o desgaste e acúmulo de pó na parte interna do equipamento (veja como cuidar dos equipamentos).

A SL DZ1200 da Technics, tecnicamente é um excelente equipamento, mas ainda tem muitas pequenas deficiências a serem corrigidas, algumas que podem interferir diretamente na técnica dos profissionais de várias categorias.

 

 

Fotos:  Ana Claudia de Carvalho

 

CDX

(analisada / testada em nosso laboratório)

O CDX é um equipamento que pode agradar tanto aos modernistas quanto aos tradicionalistas e principalmente os turntablists ( DJs de performances ), pois além dos modernos recursos e de poder tocar como um CD player comum para DJs, mantém a forma tradicional de tocar como se toca em toca-discos normais, com algumas vantagens significantes. Nos testes foi a que apresentou o menor nível de incompatibilidade de mp3, aceitando praticamente todos os formatos e resoluções. Quanto ao prato, play e start têm respostas imediatas e com um bom feedback (resposta quanto à sensibilidade de uso).  Fácil atualização do firmware que permite corrigir problemas no software. Excelente filtro de correção de tons (Master Tempo / Keylock) e que atua até 100% inclusive em mp3.   Um recurso muito interessante do CDX é o de permitir configurar e personalizar facilmente vários recursos e funções através do menu do software interno, permitindo configurar até a velocidade do prato (33 e 45). Regulagem independente de start e stop, com fácil acesso e com informação no display. Além do prato, possui um jog para uso com efeitos e serve como bend quando não quiser usar o prato, além de outras funções.   Apesar de grande e pesada não chega a ser problema principalmente para muitos que trabalham com vinil, pois além dos recursos tecnológicos tem como principal objetivo manter as características dos toca-discos tradicionais. Claro que a existência também de um modelo mais leve e compacto agradaria outras categorias de profissionais que além de recursos, precisa de praticidade quanto a transporte.   O maior inconveniente do CDX é o seletor de música, que e propício a acidentes, pois permite mudar a musica durante a reprodução o que não ocorre em alguns equipamentos como a DN-S1000 da Denon que fica bloqueado para mudança de música enquanto estiver reproduzindo o som (em Play).  Botões do Cue, Stutter (Play) e loop, têm bom tamanho para suas funções. Só precisariam ser mais macios. Porém os botões de recursos ligados ao loop, além de duros, são pequenos demais e pouco confortáveis. Os botões do efeito poderiam ser um pouco maiores e mais macios.  O manual e péssimo, não muito claro, limitado, de baixa qualidade e deixou muito a desejar em todos os pontos se comparados ao de outros produtos.  Além dos pequenos ajustes citados acima,  o CDX poderia conter um conjunto de pads de sample/loops e cues, e a possibilidade de armazenar os samples e configurações especiais em cartão de memória tipo SD Card, o que daria a possibilidade de ser quase imbatível e talvez tornar-se padrão de mercado na categoria.  Apesar de nesta edição não falarmos de resistência e durabilidade dos componentes e equipamentos justamente por ainda ser cedo demais, não poderia deixar de comentar a falta de uma proteção (pelo menos básica) no potenciômetro do pitch quanto à poeira e outros. Veja mais sobre este assunto em cuidados com os equipamentos. Outro problema é um estalo interno estranho com som grave que acontece às vezes. Foram analisadas duas peças, uma de nosso laboratório e outra de um antigo ex-aluno do nosso curso.   Para melhorar ainda mais, só falta disponibilizar para fácil compra peças de reposição, tais como leitor óptico e potenciômetro, e outras de maior desgaste em seu próprio site ou em várias lojas, preferencialmente on line.   A CDX mesmo com os problemas citados acima se revelou na média disparada o melhor e economicamente o mais barato equipamento dos pesos pesados. Vale a pena conhecer.

Analise técnica interna básica

 

O CDX tem um bom acabamento interno, mas poderia ser melhor em comparação com modelos de outras marcas. Uma das suas maiores vantagens técnicas é o leitor (unidade) óptico que é comum, fácil de ser encontrado e extremamente barato em comparação ao de outros players profissional para DJs. Mesmo que possa durar um pouco menos, a relação custo X beneficio compensa pois a de alguns equipamentos são muito difíceis de serem encontradas, especialmente no Brasil, e devido a isso podem ser vendidos por várias vezes mais que o valor de unidade ópticas comuns e de mesma qualidade. Como exemplo, a unidade óptica do CDJ 100S da Pioneer, um dos playes mais usados por DJs de todo o mundo, e até pouco tempo padrão de mercado, durante muito tempo custou, e ainda custa em alguns vendedores, até dez vezes(1000%) o valor do leitor óptico da CDX. E no Brasil, basicamente só e encontrado no mercado negro. Esta diferença de preço não é porque o da CDJ 100S é dez vezes melhor, e sim devido a lei da oferta e procura. Nas mesmas condições de uso, o da Pioneer pode ser duas, no máximo três vezes melhor,  ou seja, deveria custar no máximo 40%  / 50% do que é cobrado. Existe leitores ópticos iguais ou melhores que o utilizado no CDJ 100S, que custam no máximo 1/3 do valor do leitor óptico do da CDJ 100S.  A troca física da unidade óptica do CDX em comparação com a maioria dos players para DJs é extremamente fácil, bastando tirar os quatro parafusos da frente e depois só desmontar o módulo, que parece com um aparelho de CD-ROM interno de computador. Trocar o potenciômetro do CDX infelizmente não e tão fácil quanto o leitor óptico. Para isso deve-se desmontar todo o equipamento, mais de uma dezena de parafusos, depois tirar uma placa de circuitos o que pode ser complicado para quem não tem habilidade. Na realidade qualquer um sem um mínimo de conhecimento com eletrônica deve evitar abrir qualquer aparelho eletro eletrônico. No geral, o CDX é um equipamento muito interessante e apesar de sua marca ainda não ter a forca de alguns concorrentes, o equipamento tem muitos predicados. Vale a pena conhecer e testar antes de escolher.

 

 

 

 

 

DN-S1000

(testada em nosso laboratório)

Feita pra concorrer na categoria dos pesos leves de MP3 Players profissionais como a CDJ 200 da Pioneer e se tornar padrão nesta categoria, a DN-S1000 se saiu tão bem nos testes que resolvemos acrescentar uma análise também nesta matéria. Apesar do seu tamanho físico compacto e muito robusto, quanto a recursos e tecnologias é comparável com potencial de peso pesado. Com preço médio parecido, se levado em conta a quantidade de recursos e efeitos a DN-S1000 é muito mais barata que a concorrente CDJ-200.  O equipamento faz muito do que as anteriores fazem e em alguns recursos e efeitos até superaram. Falando em superar, o equipamento é tão interessante que supera até a soma dos recursos e efeito da CDJ 1000 MK2 com o recurso de tocar mp3 da CDJ 200 da Pioneer. Seus vários efeitos e recursos são fáceis de usar e entre eles estão a perfeita e regulável (velocidade) simulação de start stop do vinil, dois botões que funcionam como loop, hot start e stutter, muito precisos, macios e com tamanho confortável. Seu pitch / key (filtro de correção de tom) de boa qualidade atinge 100% em áudio no formato CD, porém e infelizmente apenas 16% em MP3.  Apesar do jog não ser muito grande (tamanho de um CD normal) e ser estático (não ser motorizado como nos modelos acima), permite fazer scratch inclusive em mp3, similar a CDJ 1000 da Pioneer. No início é estranho, mas dependendo do profissional, em alguns minutos estará intimo do recurso podendo fazer quase todos os efeitos de scratch dos toca-discos profissionais.  Um problema um pouco desconfortável no equipamento é a lentidão da função search (procura de um ponto na música) em mp3 que pode ser regulado, mas poderia ser melhor.  O problema mais sério apresentado no DN-S1000 é um pequeno, mas extremamente desagradável pulo em algumas músicas do formato mp3, em aproximadamente 10 segundos de reprodução. Veja detalhes do problema e solução.  Um equipamento que atende a necessidade de muitos profissionais e que também vale a pena conhecer antes de decidir a comprar.  O DN-S5000 e o DN-S3000 são anteriores ao DN-S1000 e possuem prato motorizado. Foram criados para concorrer com os pesos pesados. São mais caras que a DN-S1000, porém mais baratas que os modelos tops analisados acima.  Não as testamos, mas se elas possuírem os mesmos recursos e precisão, com certeza travará uma briga pesada com os modelos da sua categoria. Mas caso não seja tão precisa e tenha falha, a Denon já tem maturidade e experiências suficientes para colocar no mercado modelos que somem e superem seus próprios recursos, e que possibilitarão estar entre as principais do mercado.  Atenção: Após a finalização desta matéria, foi anunciado pela Denon o lançamento de um modelo denominado DN-S3500 que utiliza prato direct drive. "Mesma tecnologia" usada na Numark CDX e na Technics DZ1200.

Analise técnica interna básica

 

A DN-S1000 tem um bom acabamento e não é muito difícil de se fazer manutenção preventiva e/ou corretiva. A troca do potenciômetro do controle de velocidade (pitch) do DN-S1000,  se comparado com a da CDX, é bem mais fácil, basta tirar alguns poucos parafusos, desconectar alguns cabos (flat) com muito cuidado pois são frágeis, retirar os parafusos que os prendem ao chassis e remover as soldas. A forma de trocar é muito parecida com a Technics SL DZ1200. Mesmo sendo mais fácil que muitos equipamento, em ambas poderia ser muito mais fácil ainda, tendo em vista que é um componente que sofre grande desgaste nas mãos de DJs mais arrojados e dinâmicos quanto ao controle de velocidade. A troca do leitor ótico (unidade ótica / pickup) é um pouco mais difícil que na CDX e também ainda não é comum no mercado como o da concorrente. Em um futuro próximo, provavelmente meses, poderá se tornar mais fácil.

 

Durabilidade

Quanto à durabilidade e resistência dos equipamentos aqui analisados, são necessários mais alguns meses de testes para se determinar os mais resistentes e os mais frágeis, e quais os componentes sofrerão maior desgaste. Você poderá ler sobre desgaste dos equipamentos em cuidados com os equipamentos.

 

Considerações finais

Para esquentar ainda mais a briga vamos torcer para que Pioneer e Technics aprendam com seus erros técnicos e estratégicos e retomem a disputa por uma boa posição no ranking das melhores; que Numark e Denon continuem buscando a perfeição e bons preços e que surjam novos fabricantes dedicados e determinados a disputar com as tops, pois quem mais tem a ganhar com estas disputas é o mercado, ou seja, nós, com tecnologia e preços mais acessíveis.

Wagner J. Pereira ( DJ Instructor )